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segunda-feira, 16 de abril de 2012

o quarto no sotão.

Sentei-me à secretária, que partilhava com a mjo, e decidi-me a desenhar o quarto perfeito. Não sei que idade teria mas recordo-me perfeitamente da convicção com que o fiz. Desde muito cedo que me habituara a partilhar o quarto com a mjo e, embora ela fosse a minha parceira de brincadeiras, sonhava com um sítio só para mim. Claro que o sótão, sítio onde os meus pais só nos deixavam visitar sob a sua supervisão, era o local perfeito para mim. Desenhei as escadas que partiam do quarto partilhado para o maravilhoso mundo novo. Havia só um tapete pequenino e com franjas, mesmo ao lado da cama, que seria pequenina porque, na minha ideia, as camas grandes só as podíamos ter quando nos casássemos. Uma pequena estante com uns livros arrumados e outros no chão, só porque ali podia ter as coisas como queria e uma secretária para poder escrever e fazer os meus desenhos. Acima de mim, só as estrelas e uma alegria gigante por não ter ninguém a chatear-me.
Guardei esse desenho até hoje. Na altura, escondia-o dentro do meu diário (cheirava tão bem!), para que ninguém soubesse que, secretamente acalentava esse sonho. Esperava que o adivinhassem... O quarto no sótão nunca se chegou a concretizar e a primeira vez que tive um quarto só para mim foi quando fui para a universidade. Podia ter respirado de alívio, mas não. As primeiras noites foram terríveis. Faltava uma cama ao lado da minha, alguém com quem partilhava as minhas histórias já com a luz apagada. Mas esse segredo também o guardei, estoicamente, só para mim...!

Às vezes sonhamos com coisas que, de tanto as querermos, nos parecem facilmente concretizáveis. Andamos dias, meses, anos, a desejar isso. E, na maior parte das situações, quando finalmente conseguimos, apercebemo-nos que afinal o sonho quando se materializa pode sair ligeiramente retorcido. Mas, correndo o risco dos clichés, vou espalhar estas estrelas que fiz, para que, pelo menos um, sonho de uma criança seja concretizado.

Bons sonhos!


cf

P.s - Por causa destas fotografias, o flz está sentado na sala a ler a banda desenhada do bolinha!

domingo, 8 de abril de 2012

joy, the baker e aquilo que temos no frigorífico

bolachinhas de abóbora e sementes de papoila e frésias da quinta Faísco
Há uns tempos, no meio de ligações que vão dar a outra tantas ligações, encontrei a Joy, the baker. O primeiro impacto é visual porque as fotografias são realmente deliciosas. Mas, depois de passar esta longa fase que nos abre o apetite mil vezes, comecei a ler os texto que ela publicava juntamente com as receitas. São simples e ilustrativos do seu quotidiano. E, só isso, é o suficiente para me deixar deliciada. Aprecio as palavras simples, as pequenas surpresas do dia a dia, as memórias, o cheiro da fruta, a surpresa de uma receita acabada de criar... E esse é também o mundo da Joy. Claro que não nos comparo. Ainda tenho que criar muitas outras receitas até chegar aquele patamar mas, ao ver o site dela fico com vontade de pôr as mãos na massa!

E, foi depois de uma dessas visitas, que decidi criar umas deliciosas bolachinhas de abóbora e sementes de papoila. Sei que a época da abóbora já passou mas, como ainda tinha alguma congelada, decidi aproveitá-la para dar um sabor diferente a estas bolachas. Ás vezes perguntam-me, seja com os doces ou com os salgados, o que é que hão-de cozinhar. A minha pergunta é sempre a mesma: o que é que tens em casa? Acho que devemos utilizar os recursos que temos em vez de procurar nos supermercados uma resposta para as nossas preces culinárias. Em casa dos meus pais fui habituada a fazer as minhas experiências com o que tinha e isso criou em mim o sentido da invenção.

bolachinhas de abóbora e sementes de papoila
Em nossa casa, o flz fica sempre admirado como é que eu consigo fazer algo tão bom, depois de ele ter olhado para o frigorífico duas vezes e não ter encontrado nada. Um pouco de magia e imaginação e, voilá!
Estas bolachinhas são para gulosos que gostem de experimentar sabores novos e não têm medo de arriscar! Por isso, o meu desafio para vocês, para esta semana é: olhem para o vosso frigorífico/ despensa e façam magia!

Boa semana!


cf

quarta-feira, 21 de março de 2012

aprender.

A minha mãe recorda-me muitas vezes que eu era uma criança muito activa. Aliás, no primeiro dia de escola, felicíssima com a ideia de ir aprender coisas novas, não conseguia parar quieta na cadeira. A professora, lançou-me um olhar mortal e numa voz ríspida disse-me que devia ter bicho carpinteiro. Não sabia o que era mas, senti pelo tom, que não devia ser coisa boa. Naquele momento, percebi que a escola não ia ser como eu tinha pensado...
Bolachinhas de alperce com crosta de amêndoa e noz
Na escola primária aprendi que alguns são tratados por diminutivos, significando isso que são os preferidos da professora, e que os outros são apenas a manuela, o joão e o antónio. Por isso, quando passei para o ciclo, fiquei muito feliz por ter tantos professores. Recordo-me de uma das minhas professoras de inglês que, de tanto insistir com os verbos, fez com que, ainda hoje, não haja um verbo que não saiba. Recordo-me da ignorância de uma professora de português que me envergonhou, em frente a toda a turma, porque não dizia "vou para as -j'aulas-" como eles, bairradinos de gema.
O secundário passou totalmente em branco. Acho incrível estarmos tantos anos numa escola, e não haver um único professor que nos marque. Aquele professor que nós admiramos e que nos dá vontade de correr e desbravar o mundo. Nada. Zero. 
Precisei chegar à universidade para aprender. Numa cidade que não conhecia, encontrei uma biblioteca com imeeeeensos livros que me apetecia sempre levar para casa. Na primeira aula do jaf, conheci uma das pessoas mais importantes da minha vida: o jv. O jaf  interessou-se por nós, pelo que nós fazíamos e gostávamos e, não se limitou a ser um professor que debitava matéria. Ele ensinou-me a gostar de aprender, de ouvir e mostrou-nos outros caminhos para lá dos muros da universidade.
Há cerca de dois anos, mudei de cidade e resolvi regressar à universidade para fazer um mestrado. O entusiasmo inicial por estar a fazer algo diferente, rapidamente foi substituído pelo desânimo de não ser nada do que pensava. Mas, felizmente, tudo mudou quando conheci a F. Conhecer um professor que dá aulas com paixão, a acreditar nas palavras que diz, é um mundo inteiramente novo. Com ela, aprendi que também consigo escrever palavras no palco e principalmente que, se tivermos quem acredite em nós, como ela sempre fez comigo, conseguimos tudo.
Aprender não é só ir para a escola. É ter o privilégio de ter professores que gostam daquilo que fazem e ainda conseguem ver os alunos como pessoas que podem influenciar de uma forma positiva. Aprender é também ouvir as pessoas certas porque as outras...bem, as outras são as outras.
Estas pequenas delícias fiz especialmente para a F., por toda a força que me tem dado e por tudo o que me deu a aprender.

segunda-feira, 19 de março de 2012

ana.

Bolachinhas de nozes e canela - sem glúten
Conheci a ana em frente às escadas monumentais, em Coimbra. Recordo-me que era inverno porque ela trazia um gorro rosa. O Jv ia comigo e apresentou-nos. Falámos sobre uma peça que eu e o Jv tínhamos apresentado há pouco tempo e do interesse que tínhamos em "fazer teatro".
Quando nos despedimos, a ana seguiu o seu caminho e nós ficámos a pensar que queríamos tê-la envolvida no nosso próximo projecto.
"A pequena Bonnie", foi uma das peças que mais gostei de fazer até hoje. Eu e a ana, dividíamos o papel de Tina, uma romântica apaixonada por Doménico. Divertimo-nos tanto que, passados mais de dez anos, ainda consideramos voltar para cima do palco para apresentar a peça.

Depois de Coimbra, seguimos caminhos diferentes. Ela viajou para um lado e eu viajei para o outro. Mas, durante estes anos todos nunca perdemos o contacto. Há pessoas que simplesmente ficam no nosso coração a vida toda.
Há uns anos, de passagem por Lisboa, a ana visitou-me e deixou-me um pequeno desenho. Coloquei-o no meu frigorífico. Já mudei muitas vezes de cidade, casa e frigorífico, mas o desenho está sempre no frigorífico como uma fotografia dela.

A nova imagem do dom farelo, é dela. Desenhou-o para nós porque gosta dos nossos biscoitinhos e nós gostamos dos desenhos dela. Por isso, este lanche que preparei, é para ela. Nada de trigo! Nada de açúcar! Farinha de arroz com agave, nozes e canela, para a minha  Amiga! Amanhã segue pelo correio, com muitos abraços e beijinhos e uma vontade muito grande de te ter na minha cozinha.

sábado, 10 de março de 2012

pai.

bolachinhas de café e cacau
O meu pai é o melhor do mundo! Para quem tenha dúvidas, tenho mais duas pessoas que o podem confirmar. As três representamos aquilo a que o meu pai costuma apelidar de: o melhor investimento da vida dele!
O dia do pai são todos os dias porque todos os dias me lembro que sou a menina que ele viu crescer, que ele consolou depois de uma queda, que ele deu um abraço quando tudo parecia terrivelmente mau, que mesmo antes de começar o serão na garagem ainda tinha tempo para vir tapar, mesmo antes de adormecer...
Lembro-me de achar que o meu pai era a pessoa mais alta e mais rápida do mundo. Quando me levava a pé para algum lado, dava-lhe a mão e enquanto ele dava aqueles passos gigantes, eu tentava acompanhá-lo com pequeninas corridas.
Quando estava doente, começava a chamar os meus pais do meu quarto. Quando já parecia que ninguém me ouvia e a febre criava o desespero, o meu pai aparecia e dizia aquelas palavras mágicas: "Então, filha?".
Para os pais, a certa altura, deixamos de crescer. E tal como eles o imaginam assim, também há uma parte de nós que se quer manter pequenina, para poder saltar para o colo do pai e sentir aquele conforto imenso.
O meu pai é, sem dúvida alguma, o melhor pai do mundo porque quando ele me abraça, tudo aquilo que me preocupava, desaparece.
Fiz estas bolachinhas a pensar em ti, pai, porque sei que és muito guloso e vais gostar de comer uma depois do jantar!

sábado, 3 de março de 2012

gatos

gatinhos de papaia, laranja desidratada
e chocolate branco
O meu primeiro grande amor foi a cuddy, uma gata preta, com um miar fora do normal, muito meiguinha, que se sentava ao meu colo, em casa dos meus pais. Na infância tive muitos gatos mas eram tantos que é difícil recordar-me do nome de todos. Iam e vinham conforme lhes apetecia, numa total liberdade que só um grande quintal lhes podia proporcionar.
A cuddy acompanhou-me no regresso a casa dos meus pais, depois de uma longa viagem, para tentar perceber o que ia fazer a seguir. Recordo-me que essa foi uma das épocas em que mais me dediquei à cozinha. Quando os meus pais regressavam a casa, o pote dos biscoitos estava cheio, o pão estava prestes a sair do forno e planeava uma nova invenção para o jantar. Os serões, com uma mantinha nas pernas, eram passados com a cuddy. A ronronar, a dormir...
Durante muitos anos, pelas casas ou pela situação, não pude ter uma gata. Confidenciei ao F. que um dia gostava de ter uma gata preta porque, ao contrário das superstições, os gatos pretos sempre me tinham trazido sorte. Há cinco anos atrás, no meu aniversário, a campaínha tocou. Quando abri a porta lá estava ela, pequenina, toda preta, a olhar para mim, com um bilhetinho a dizer que queria ficar comigo. A haruki, como lhe chamei, tem sido uma companheira fabulosa e temos passado por muitos momentos juntas. Quando estou triste, devagarinho, ela vem ter comigo e aninha-se ao meu colo.
Há pessoas que não gostam de gatos. Se soubessem a tranquilidade e a paz que trazem, tinham mil!
Hoje tenho duas gatas: a haruki e a bruzzi, uma gatinha pequenina que se tornou companheira de brincadeiras e obriga a haruki a fazer exercício. Correm pelo corredor fora como se fossem cavalos selvagens!
Por isso, estas bolachinhas foram feitas a pensar em todos os amantes de gatos e todos os gatinhos com quem já tive a felicidade de me cruzar.
Bom fim de semana!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

os lanches de sábado

Durante a semana, não havia doces. Quando ia para a escola, levava na mochila um pão com queijo e depois bebia o pacotinho de leite achocolatado que me davam. Ficava muitas vezes a olhar para uma colega que se deliciava com um bollycao e perguntava-me porque é que só ela podia comer coisas assim. Percebi mais tarde, que de delicioso, nada tinha... Por vezes, quando a minha avó nos ia buscar, a maior delícia que podia trazer com ela, era um pão simples ( um cacete com dentes, como nós lhe chamávamos). O pão não era melhor, nem pior do que os outros, mas como era diferente do que comíamos em casa, sabía-nos sempre a uma recompensa.
Ao fim de semana, a minha mãe fazia um bolo ou umas queijadas. Era tão bom! Em cima da mesa da sala, com um paninho por cima, escondiam-se as relíquias pelas quais esperávamos toda a semana.

Às vezes, depois de nadar, observo as mães nos balneários que dão o lanche às meninas muito pequeninas. Na maioria das vezes, são queques embalados ou bollycaos ou qualquer outra coisa com pepitas. Os doces são dados a todo o momento porque são fáceis de comprar, porque são capazes de afagar um choro, porque é rápido, porque sim...

Actualmente, já são poucas as famílias que têm um fim de semana completo ou que podem estar todos juntos.  Mas o que quero dizer com isto tudo é que, aos sábados ou aos domingos à tarde, cozinhar pode ser uma maneira divertida de passar o tempo com as/os filhotas/es.  E também uma maneira de fazer biscoitos para a semana ou só para o lanche, evitando recorrer às prateleiras do supermercado.

Ainda hoje regresso às torradas de pão caseiro, com azeite e açúcar que a minha avó fazia. Mas isso já é assunto para outras conversas.

Tchussss


Cf

domingo, 29 de janeiro de 2012

corações e laranjas

corações de laranja e sumo de laranjas da Quinta Faísco
Regresso à casa na árvore. Subir, descer, esfolar os joelhos, as mãos e sujar-me, sujar-me muito. Imaginar que a árvore é o meu castelo e só eu tenho autorização para estar ali. Subo tão alto que ninguém me pode ver, ninguém sabe onde eu estou. Do outro lado, na outra árvore, a minha arqui inimiga. Aquela com quem tenho que lutar para conquistar mais um castelo. Mas as lutas não são nas árvores, temos que descer e enfrentarmo-nos em terreno neutro. Não há espaço para negociações, nem para tréguas. Eu quero ficar com o castelo dela. Quando nos preparamos para lutar, surge uma voz ao longe:

- Meninas, está na hora de tomar banho!

A minha inimiga corre e eu fico a olhar para o vazio. Subo novamente à árvore porque não me quero ir embora. Apanho uma laranja e descasco-a com as mãos, para sentir aquele cheirinho. Que bom! E que recompensa tão boa depois de tantas lutas! Ouço o meu nome, mas ainda me apetece comer mais mil laranjas.

corações de laranja
Hoje, ainda existe a minha árvore, o meu castelo. E foi lá que apanhei as laranjas com que fiz estes deliciosos corações. Cada cheiro traz uma recordação e a minha infância foi recheada de tantos! Estes corações, sabem a mimos da mãe, depois de viver aventuras e tomar banho!

Eu vou lanchar. Alguém me quer acompanhar?

Tchusssss


Cf

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

a cozinha e os amigos


Imaginamos sempre que vamos ter tempo para os nossos amigos e que eles também vão ter para nós. Mas, o tempo atropela-nos e as pequenas coisas do quotidiano acabam por interferir, obrigando-nos a adiar para amanhã, para daqui a uma semana, para daqui a um ano...

A cozinha é um dos poucos sítios que conheço onde, na ausência da intromissiva televisão, há espaço para Conversar. Preparamos refeições enquanto descrevemos o quanto o nosso chefe nos chateia, amassamos pão enquanto, com um sorriso, confessamos o quão apaixonados estamos, preparamos a mesa enquanto nos queixamos do país e ao mesmo tempo deixamos tudo para trás. Sentar à mesa e Conversar. Sem rádio, televisão, iphones e derivados.

Hoje, eu e a Ce, passámos o dia na cozinha. Eu com as mãos sempre cheias de farinha e ela, de máquina fotográfica sempre pronta a conservar o momento. Parti chocolate, morangos, amassei pão e fiz umas bolachas e uns biscoitos maravilhosos. Dei-lhe especiarias para sentir o cheiro de terras distantes, experimentámos outras e nunca deixámos de conversar. Os amigos que estão mais distantes, que trocam a sua maneira de estar por um aburguesamento que se mostra essencial para o seu círculo, que têm filhos, que partem em viagem sem deixar palavras para o regresso, que não conseguem resgatar sentimentos,... As gatas espreitaram-nos uma ou duas vezes, mas deixaram-nos sozinhas porque tínhamos muitas saudades uma da outra.

Para mim, a cozinha com amigos é a combinação perfeita. No ar, ficou um cheiro delicioso, e muito riso e sorrisos.

Deixo-vos as fotos das bolachas e biscoitos que faço e que, se quiserem, é só pedir aos farelos!

Tchussss

Cf

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

o início.


Não me recordo do momento exacto em que comecei a gostar de cozinhar, mas há pequenos fragmentos de memória que não posso esquecer. A primeira mensagem deste blog é, por isso mesmo, um regresso ao que me fez chegar até aqui.

Ainda mal sabia combinar ingredientes ( quanto mais o nome das especiarias!), já fazia experiências na cozinha. Claro que, não as fazia sozinha. A minha eterna parceira de crimes, Mjo, estava sempre ao meu lado. Durante as férias grandes, enquanto a nossa mãe trabalhava, invadíamos a cozinha e imaginávamos que era um estúdio de televisão. Trazíamos os nossos bonecos para cima da mesa, e, eram eles os nossos espectadores. Se me perguntarem o que cozinhava, não me lembro. Mas recordo-me, de falar para as câmaras a explicar como se cortava a cebola, como se adicionava o azeite e enfim, se preparava aquelas delícias. No fim, sentávamo-nos a comer com eles e, para rematar em beleza, íamos buscar aquele serviço especial de café que a nossa mãe nunca nos deixava usar, para beber uma cevada com muito açúcar! Claro que, quando a nossa mãe regressava a casa, já estava tudo lavado e arrumado no sítio, como se nunca tivesse existido uma emissão do mais famoso programa de culinária das redondezas...

Não sei porque é que deixámos de fazer os programas. Talvez porque crescemos e deixou de fazer sentido. Mas, continuámos as nossas experiências e, claro, aprendi que a televisão esconde muitos truques e que os melhores espectadores são a família e os amigos. Continuo a brincar com a comida e a fazer o que sei melhor, dar felicidade aos outros nas mais variadas formas e sabores.

Já tive muitos ajudantes para fazer os meus biscoitos, bolachas, pão e comidinha boa, mas ninguém superou a Mjo, por isso, esta é para ti! ;)

A conversa já vai longa e hoje vou experimentar fazer pão com farelo de trigo e nozes...

Tchusssss

Cf